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Blog de hillvalley1985
 


Fim

Este blog encerrou suas atividades. 

Mas eu não. Continuarei escrevendo todos os dias, como sempre fiz, em meus cadernos e folhas.

Muito obrigado a todos que, gentilmente, se dispuseram a ler minhas besteiras.

Até!!



Escrito por hillvalley1985 às 11h32
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Meu protesto

Diante de tantos protestos país afora, eu também vou reclamar, como dizia o mestre Raul Seixas em uma de suas músicas. O meu reclame, no entanto, não vai fazer muita diferença, não vai quebrar vidraças, não vai saquear lojas, não vai agredir pessoas, enfim, será apenas um protesto.

Quero reclamar das pessoas que vão protestar. A maioria sem conteúdo, apenas ao sabor do vento; outras, em busca da promoção pessoal, basta lembrar do senador Lindberg Farias. 

Pessoas que vão às passeatas, tiram fotos e as exibem como troféus no facebook. Por que não reclamam da má qualidade da banda-larga brasileira e do valor ainda muito alto, ficando um dia, dois, sem acessar a internet?

Por que não protestar contra a má qualidade dos programas de televisão ficando uma semana sem ver TV? Adota um livro...

Por que não protestar contra a má qualidade da telefonia móvel, e passar um dia (é difícil, mas não é impossível) sem usar celular?

Por que não protestar contra o gasto desenfreado do dinheiro público com as obras da copa ficando fora dos estádios?

Ir às ruas, é válido, concordo. Mas nem todo mundo quer fazer a coisa certa, como é pra ser. Ao fechar o trânsito, eu já privo o cidadão do seu direito de ir e vir. E o protesto deve ser sadio tanto para quem faz como para que não está na passeata. Só deve atingir a quem queremos que receba nossa mensagem.

Sugestão: 2014 é ano de eleição. Que tal não ir ninguém às urnas? Será um protesto que vai valer a pena de verdade. Caso contrário, vão aparecer muitos lindbergs farias, sob às máscaras do personagem de V.



Escrito por hillvalley1985 às 09h18
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Receita para não pagar pensão alimentícia

Ontem, fiquei sabendo da prisão de um amigo. Por problemas na agência bancária na qual é roubado, ele não teve seu salário depositado, logo a pensão que deve a sua ex- mulher não foi descontada. E como a nossa justiça é muito hábil (apenas pra isso), ele foi levado à delegacia. 

Até o momento, ainda não sei se essa pendência foi resolvida. Mas tenho uma sugestão aqui para aqueles que não querem passar por isso. Sejam vocês, futuros ex-pais, senador da república.

Passo a passo:

- um senador da república come uma gostosona;

- a gostosona oportunista fica grávida;

- o senador assume a gestante;

- só que o distinto senador é casado e quer sigilo;

- sigilo tem preço e a pensão fica caríssima;

- afinal, senador da república tem um nome a zelar...

- o senador tem bons amigos para as horas difíceis;

- um desses amigos é lobista de uma empreiteira;

- as empreiteiras não são casas de caridade;

- inclui o custo da mesada nas obras do governo;

- o congresso faz emendas no orçamento;

- falta dinheiro para pagar as emendas do congresso;

- o Governo Federal aumenta impostos e cria outros novos;

- nós pagamos os impostos;

- EM OUTRAS PALAVRAS: QUEM COMEU A JORNALISTA OPORTUNISTA FOI ELE, MAS QUEM PAGOU A PENSÃO DA BASTARDA FOMOS NÓS!!

Entendeu por que vala a pena ser político? 



Escrito por hillvalley1985 às 13h06
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Fim de ano triste

Hoje, por incrível que possa parecer, recebi uma carta. Nem esperava mais por ela, mas chegou. Era de Papai Noel. Deveria ter chegado semana passada, no Natal. Ainda assim, fiquei feliz com a missiva, e rapidamente fui abrindo, abrindo.

Ah, antes de dizer o conteúdo, deixe-me contar o porquê de ter escrito para o bom velhinho. 

Eu não escrevi para pedir presentes. Bom, o que eu queria seria um presente. Não apenas pra mim, mas pra vizinhança em geral, para o povo em si, para o futuro. Foram sete folhas de papel pautado, frente e verso. Como ele já anda com o saco cheio, Papai Noel não deve ter ficado irritado com minhas folhas. Ele até respondeu. E agora eu reproduzo na íntegra:

"Caro Paulo:

É com certo atraso que respondo sua cartinha. Estive muito ocupado com milhares de outras cartas durantes dias. Essa sua, porém, era diferente de muitas outras. Li apenas por mórbida curiosidade já que seus pedidos não são possíveis (pelo menos pra mim) de realização. Vamos lá.

1. Eu não posso fazer com que a motosserra ou um machado decepe a mão de quem esteja os usando indevidamente, ou seja, desmatando.

2. Não posso fazer o Michel Teló, o Tiaguinho, o Gustavo Lima, os sertanejos universitários e os bregas de novinhas sumirem de uma hora para outra.

3. Não dá pra tirar do ar as emissoras de TV aos domingos.

4. Não consigo fazer com que as pessoas comprem A Desobediência Civil em vez de 50 tons de cinza.

5. Não posso impor que as pessoas leiam Drácula, de Bram Stoker em vez de assistirem à saga Crepúsculo.

6. Não dá pra tirar a voz do Brasil do ar e colocar Bach, Strauss ou Mozart.

7. Eu também não entendo por que um caminhão descontrolado invade uma casa cheia de crianças, mas não uma assembleia legislativa ou uma câmara de vereadores.

8. Até pra mim é difícil de compreender por que alguém que rouba uma lata de sardinha passa anos atrás das grades, enquanto alguns mandatários desviam bilhões e sequer passam em frente de uma prisão.

9. E nem mesmo sei se os Maias tinham razão ou não. Na verdade, eu também queria que isso tudo fosse pro espaço. Mas...

10. E pra terminar, nem faço ideia de quais sejam os números da Mega-sena da virada. Eu também joguei.

Peço encarecidamente desculpas pela demora para responder.

Um abraço. Papai Noel"

Poxa, cara...



Escrito por hillvalley1985 às 19h00
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Natal

Era Natal, assim como hoje. Nem lembro o ano, mas era Natal. As casas enfeitadas, árvores coloridas; ruas congestionadas. As pessoas dividiam espaços com carros, motos e bicicletas. De um lado para o outro, todo mundo ia, todo mundo voltava. Com suas sacolas e embrulhos, caixas e pacotes. Todos revestidos pelo sentimento de caridade, união e fé.

Num canto da rua, um mendigo se esforça para conseguir uma moedas, um auxílio, no vocabulário dele. Estende a mão aos muitos transeuntes por ali, mas raramente alguém mostrava o sentimento de caridade do qual estavam revestidos. Com roupas rasgadas, descalço, o mendigo tentava levantar, mas algo o impedia. Apoiado na parede de uma loja de eletrodomésticos, aos poucos ele se ergue, estica a camisa, cobrindo a bermuda à altura do zíper, estende a mão a mais alguns passantes. Nada.

Apanha alguns objetos seus, coloca-os em uma sacola plástica, e vem na direção em que estou. Vai à loja de bijuterias, retira uma outra sacola plástica do bolso e entrega à moça do caixa. Volta, entra na loja de eletrodomésticos e sai com um celular novinho em folha, de última geração. 

Era Natal.



Escrito por hillvalley1985 às 19h16
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Entre Odete, Chico, Daniela e Collor

Ainda é muito comentado o final da última novela das oito, Avenida Brasil. Não vi sequer um único minuto da novela, mas parece que assisti ao capítulo inteiro, pois de tanto ouvir por aí a fora, consigo até comentar a respeito com outras pessoas. Claro que não vou fazer isso, lógico. Há muitas outras coisas, de maior relevância, as quais posso dedicar minha atenção.

Não estou fazendo o jogo do "ser do contra", não. Nem quero me passar por pedante nem querer demonstrar um "intelectualismo imbecil', afinal, até a presidente do país cancelou um pronunciamento apenas para não perder da novela. Não vi porque não gosto de novelas, e acho que há muito mais influências negativas do que positivas. Por isso, não teço comentários.

Isso nos mostra o quanto somos alienados, o quanto somos presos a uma realidade fictícia, atrelados a uma vida irreal que é misturada ao cotidiano, confundindo os mais desavisados. 

Mas qual seria o objetivo de tal serviço? Em primeiro lugar, novela é um passatempo nocivo. Distrai, mas não edifica; em segundo lugar, distrai, confunde e deturpa. 

Quem seria mais importante para o país: Chico Mendes ou Odete Roitman? Ambos morreram no mesmo dia. Na manhã seguinte, enquanto Chico Mendes ocupava apenas alguns cantos dos jornais, a vilã da novela Vale Tudo ganhava a capa de muitos impressos, inclusive revistas. 

Alguém ainda lembra da causa de Chico Mendes? Alguém sabe pelo que ele morreu? Pelo menos sabem quem era Chico Mendes? 

No dia do impeachment do ex-presidente Collor, a filha da escritora Glória Perez, Daniela Perez, foi assassinada pelo seu colega de trabalho, Guilherme de Pádua. As horas posteriores aos dois eventos mostram quem era mais importante para a nação: enquanto a cassação do ex-presidente era ventilada vagamente pelos meios de comunicação, a maior emissora do país despejava a morte de sua funcionária lares a dentro, sem parar.

Como sempre deteve a maior audiência em todos os segmentos, em todos os horários, tanto Odete quanto Daniela foram mais importantes que Chico e Collor. 



Escrito por hillvalley1985 às 11h14
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Metrô

Metrô, horário de pico, 18h30. Lotação completa, eu acho. As pessoas se imprensando uma às outras. Sobra braço ali, cotovelo acolá, bolsas e pacotes incomodam tanto quanto seus donos. Não existe mais o pé de baixo; há apenas aquele que pisa. Desculpas? Ah, poucas pessoas conhecem o real sentido desse vocábulo.

Parada seguinte: mais e mais passageiros vão entrando. Cansados, suados, exauridos por mais um dia da infinita rotina diária, cada um vê a vida do lugar de onde está. Sentados, encostados, reclinados ou em pé, o destino parce ser um só: ir.

Paradas seguintes, mais e mais gente. Em dado momento, parece caber, apenas, o ar respirável e respirado. Nem tente se mover. Dormência nos pés, nos braços... Mas o que doi de verdade é ouvir a seguinte mensagem, gravada, no sistema de som do vagão:

- Para sua maior segurança, evite movimentação dentro do metrô.

Que sacanagem...



Escrito por hillvalley1985 às 11h53
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Para gripe

Ônibus quase vazio. Motorista, cobrador (ou trocador, como queiram) duas senhoras, um senhor e esse que vos escreve. As duas mulheres falavam sobre o clima, a chuva que caia naquele instante, sobre vários outros assuntos. O homem, cabisbaixo, barba grande, branca, de chinelo, parecia que não via a hora da viagem acabar. E eu lá...de olho (ou ouvido?) na conversa dos outros.

- Meu marido há dias está gripado. Já tentei várias receitas, mas nada parece adiantar. E ele não quer tomar remédio - falou uma das mulheres.

- Você já deu pra ele um pouquinho de aguardente, mel e limão?

- Não. Funciona?

- Mulher, é tiro e queda. Faz o teste e me conta depois, tá?

- Certo, vou tentar assim que chegar em casa. E levantaram, pediram parada e desceram.

Eu pensei que só eu ouvia a conversa alheia. Mas o senhor de barba grisalha também monitorava a conversa lateral.

- Essa p*&&@ de receita não funciona, nada. Há mais de quarenta anos que tomo isso, mas de vez em quando eu fico gripado. Às vezes eu penso que é por que eu tiro o mel e limão. Será?



Escrito por hillvalley1985 às 09h22
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Entre Elvis e a mulher de Ló

Esse é um fato real, verídico, de cujas linhas lembrei hoje cedo. O que me fez recordar de tal lembrança foi a comemoração dos 35 anos da morte de Elvis Presley. Espero que vocês me perdoem pela transcrição de mais uma besteira.

Eu deveria ter uns 12, 13 anos. Lembro que frequentava as aulas de catecismo, ministradas pela dona/diretora da escola na qual eu estudava. Além dessas aulas, eu também ia, aos sábados, aos cultos para crianças, na casa de uma evangélica, muito amiga da minha mãe.

Nesse sábado, de muito sol, e eu com a cabeça no campo de futebol, nem percebi quando um pastor entrou na sala. A minha atenção só foi despertada quando ele falou que "o diabo estava em todo canto, em todos os lugares e em muitas pessoas".

Aquilo me deu medo, muito medo. Como crianças, desinformadas e ainda informes para o mundo, é claro que a menção de tal sujeito e das suas façanhas aterrorizou a todos. E o silêncio se fez. E como exemplo, ele citou a morte do rei do rock, Elvis. Cito de cor:

- Elvis tinha muito dinheiro, muita fama. Tinha tudo o que ele queria. Mas ele não tinha Deus. Antes de sair para fazer um show, Deus apareceu para Elvis e disse para ele não ir. Do outro lado da sala estava o diabo, tentando o cantor para que ele fosse. E ficou nesse cabo de guerra até que o rei do rock decidiu ir. Saiu do quarto, e já no corredor, Elvis ouviu uma voz e olhou pra trás. Pronto! Virou uma estátua de sal."

Um "ohhhhh" foi ouvido, uníssono. Ninguém tirava os olhos do pregador. O cara virou sal. E agora? E se isso acontecesse com a gente? E em que situação viraríamos condimento? No mercado, após derrubar alguma laranjas no chão, coloquei quase todas de volta no lugar. Fiquei com uma. Bem azeda, por sinal. E agora?

Já deu tempo para vocês perceberem o que esse cidadão colocou na cabeça da gente? A forma, impactante, além de amedrontar, nos incita a uma dualidade que se materializaria em algum momento. Nem sei dos outros, afinal lembro de apenas umas três ou quatro crianças que estavam comigo naquele dia. Apenas eu me disvirtuei.  

Na semana seguinte, a professora de português pediu para que fizéssemos uma redação, tema livre. Àquele tempo, eu já escrevia tão mal como hoje. E contei a história de Elvis. Passei das 35 linhas. Entreguei por último. Certo da nota 10, quase nem dormi esperando pelo dia seguinte.

E ele chegou. O dia, né? A professora entregou a de todo mundo, menos a minha. Quando acabou a aula, ela pediu que eu fosse à secretaria. E agora?

- Certamante você deve estar ansioso pela sua nota, não é? Você se acha muito bom nisso, né?

- Sim - respondi com tanto medo quanto naquele sábado.

- Você tem duas notas: se um dia você for escritor, e seus escritos se tornarem obras de arte, eu te dou dez. Mas, como sei que, se isso acontecer, eu já nem estarei mais por aqui, pela besteirada toda que você escreveu, sua nota é zero!

Resumindo: Elvis, todo mundo sabe que morreu decorrente de problemas cardíacos. Quem virou sal foi a mulher de Ló. Quem quiser conferir, está tudo lá em Gênesis 19.

Será que a professora tolheu em mim a minha vocação para escritor? Será que ela ainda está viva? Eu poderia levar todos esses textos pra ela, na certeza de que, ao ler, ela pudesse, ao menos, num gesto de desculpa e reconhecimento (???), me dar aquela nota 10.

Mesmo que depois, na minha saída, ela transformasse meus textos não em sal. Mas em cinzas...



Escrito por hillvalley1985 às 21h58
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Um domingo de agosto

Era uma manhã de domingo. Fria, silenciosa e de pouco sol, aos poucos as pessoas se arriscavam a deixar suas casas.Os que não se arriscavam, das janelas contemplavam a bela paisagem que a natureza nunca repetiu. Sempre diferentes as mesmas manhãs.

A luz da sala ainda estava acesa. Ele acordou cedo, mais cedo do que o habitual. Como não se arriscou a deixar o calor da sua casa, da janela admirava aquela manhã como todos os dias, e como todas as vezes fazia.

O silêncio era quebrado apenas pelo cantar dos pássaros, pelo som bem distante de algum rádio e pela passagem de um rebanho. Os olhos compenetrados no horizonte, o pensamento muito além do que a vista alcança.

De repente, passos. Passos curtos, pequenos, quase inaudíveis. Do silêncio total, uma voz doce e suave invade a sala:

- A bença, pai.

- Deus te abençoe, preta.

Tomou a criança nos braços, um beijo no rosto e voltou a contemplar o silêncio, a paisagem e aquela manhã que a natureza nunca repete.



Escrito por hillvalley1985 às 08h48
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De Hitler para a fila do INSS

No jornal de hoje, leio que o mais procurado criminoso de guerra foi detido em Budapeste, na Hungria. Lazslo Csatary, 97 anos, era nazista e foi responsável, direta e indiretamente, pela morte de cerca de 15.000 judeus em Auschwitz, na Polônia. 

Para muitos judeus, uma ótima notícia. Mas, para os mais esclarecidos, nem tanto. Por quê?

Apesar de ter cometido muitos crimes de guerra e, o pior!, de ser nazista, as penas que receberá serão todas abrandadas pelo fato de já ser quase um centenário. Há punições severas para quem jogou no time de Hitler, mas apesar do curriculum ele será beneficiado pela lei dos Direitos Humanos. É triste, porém, verdade.

Querem uma solução, dou uma sugestão: traz ele pra cá. Nosso país, acostumado a sustentar muita gente que não presta, poderia ser um lar muito agradável pra ele. Poderiam colocar o senhor Laszlo na mesma condição dos militares que se "doaram" para a ditadura e hoje recebem gordas pensões.

Ou, para ser mais realista, deem a ele um salário mínimo e o chamem de APOSENTADO. Não haverá pena pior para ele.



Escrito por hillvalley1985 às 07h37
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É?

O que seria a verdade além de uma interrogação? Para muitos, reticências; para outros, uma vírgula, um ponto e vírgula. Dependendo do lado em que você esteja, a verdade é uma exclamação. Pode até ser dois pontos, desde que você dê continuidade, a verdade pode ser dois pontos. Na verdade, na verdade, a verdade é um ponto final. Depende do lado em que você esteja.  



Escrito por hillvalley1985 às 08h42
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Ao sabor do tempo. Reflexão refletiva, refratária... Surge uma resposta, desaparece a pergunta.

É isso.



Escrito por hillvalley1985 às 08h43
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De um a dez

Andar.

Sem rumo.

Um destino incerto.

Peripateia da nossa existência.

A passos lépidos do sumo tempo.

Resumo racional das dúvidas nossas cotidianas.

As horas, pelos minutos; a distância é...

Tão somente própria de quem se decide partir.

O movimento do corpo que espreita pelo final.

Nunca foi tão difícil voltar de onde nunca se saiu.

 



Escrito por hillvalley1985 às 22h41
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Falta do que fazer

Na falta do que fazer, eu leio. Na falta do que fazer, eu escrevo essas combalidas linhas. Na falta do que fazer, eu durmo, gasto as pilhas do meu rádio, perco meu tempo vendo TV. Na falta do que fazer, eu remendo meu tempo com alguma coisa.

Algumas das coisas supracitadas podem ser coisas de quem realmente não tem nada o que fazer. É, eu reconheço. Mas tem gente por aí que leva a sério essa história de não ter o que fazer, e faz coisas piores do que as que eu faço.

Uma vereadora do Recife, realmente na falta do que fazer, é autora de um projeto de lei que determina que os cinemas tenham cuidados especiais com a higienização dos óculos 3D. Pra ela, trata-se de uma atitude muito nobre. Mas e todas aquelas pessoas que não podem dispor de 20 reias para um ingresso e que esmorecem na fila de um posto de saúde? E quanto aos muitos que ainda voltarão pra casa sem serem atendidos?

Para a vereadora, eu acho, é muito mais fácil evitar uma conjutivite do que tratar as centenas de crianças que vão "passear" pelos postos de saúde, e voltam pra casa sem atendimento. E mais: vereador não frequenta posto de saúde. Mas vai ao cinema.

Ah, agora está explicado. Quem não tem o que fazer sou eu. Ela tem. Vai ao cinema.

 



Escrito por hillvalley1985 às 06h55
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